<i>Amnistia</i> avisa Sarkozy
A Amnistia Internacional, em conjunto com uma série de organizações anti-racistas francesas, lançou, dia 23, um apelo ao presidente francês para que não estigmatize «os ciganos e os nómadas».
A organização tomou esta iniciativa após Nicolas Sarkozy ter marcado para ontem, quarta-feira, 28, uma reunião especial no Eliseu consagrada aos comportamentos dos ciganos e nómadas, tendo igualmente manifestado a intenção de conduzir «uma guerra» contra a delinquência, após os distúrbios na pequena cidade de Saint-Aignan.
As declarações feitas pelo presidente francês na sequência dos incidentes são motivo de preocupação para a Amnistia Internacional, que receia que possam «perpetuar estereótipos negativos sobre os ciganos e os nómadas em geral», 95 por cento dos quais são franceses e dois terços sedentários.
Designadamente, a organização repudia a intenção expressa por Sarkozy de «eliminar todos os acampamentos em situação irregular», notando que segundo a lei internacional «ninguém pode ver-se sem abrigo depois de uma expulsão» e «as expulsões não devem ser feitas com o objectivo de forçar os migrantes a deixar o país», afirmou David Diaz-Jogeix, director-adjunto do programa Europa e Ásia Central da Amnistia.